A HISTÓRIA

DO DIAMANTE

ORIGEM

A palavra “diamante” vem do grego adamas, que quer

dizer indestrutível. Formado por um único elemento

químico, o carbono, as condições de sua formação o

fazem a substância mais dura que se conhece.

 

Os diamantes são formados em profundidades

superiores a 120 km abaixo da superfície terrestre.

A profundidade proporciona a pressão e temperatura

necessárias para transformar o carbono em diamante.

 

Para o diamante ser criado, o carbono deve ser

submetido a uma pressão de 30 quilobares - ou seja,

30 mil vezes a pressão da atmosfera - e a uma

temperatura de 1.000 a 1.400 graus Celsius. Quando

isso acontece, o carbono se cristaliza e torna-se

diamante.

 

Os diamantes foram transportados para a superfície da terra a milhões de anos de duas formas conhecidas: através das erupções vulcânicas que deram origem às rochas do tipo Kimberlito e através do deslocamento das placas tectônicas que deram origem aos Lamproítos.

 

Os antigos vulcões representam a maioria das fontes de diamantes. Quando se encontra o pipe ainda intacto é feita a exploração localizada de mais fácil produção.

 

Em alguns locais, principalmente no Brasil, esses pipes sofreram uma erosão muito grande e os diamantes se espalharam por quilômetros de distância e nesse caso a exploração é chamada de aluvião com um custo de exploração muito mais caro.

TRANSFORMAÇÃO: DIAMANTE X BRILHANTE

Quando o diamante é encontrado, ele se assemelha

a um seixo. Normalmente não tem brilho, sua forma é

desproporcional, sua cor não representa a realidade, pois

pode conter resíduos colados na superfície e sua

aparência nada lembra a mais nobre das pedras.

 

Nesse momento entra o trabalho do mestre artesão ou

lapidário, que vai dar vida à pedra. Ele vai estudar a

melhor forma de captar e expor toda a beleza da pedra

através de sua lapidação e polimento. Devido à sua

dureza, até o século XIV os diamantes não eram

lapidados, mas sim usados na forma que eram

encontrados.

 

No final do século XIV, artesãos da Itália descobriram

como polir os diamantes usando o próprio pó do diamante.

No começo, os diamantes eram polidos de acordo com a

forma da pedra bruta.

 

Somente em 1919 foram estabelecidas as proporções modernas ideais para a lapidação de uma pedra redonda, que passou a ser chamada de “brilhante”. Além da lapidação do tipo brilhante, devido às suas 58 facetas, temos outros formatos como: oval, gota, coração, baguete, navete, triângulo, entre outros.

OS 4 C’s E O VALOR DE UM DIAMANTE

 

 

 

 

 

Todo diamante tem uma identidade e esse conhecimento é essencial para uma pessoa que deseja adquiri-lo. Apesar de duas pedras parecerem idênticas, seus valores podem ser muito diferentes. Para ajudar a identificar um diamante e seu real valor, foram estabelecidos normas e padrões internacionais de qualidade. Os institutos gemológicos de todo o mundo emitem um certificado com as características do diamante baseadas nos quatro C’s: Carat Weight (Peso), Clarity (Pureza), Color (Cor) e Cut (Lapidação).


Carat Weight (Peso)
É simplesmente o peso de um diamante. A medida utilizada é o quilate (ct), que equivale a um quinto de um grama (0,2 g). Além disso, um quilate equivale a 100 pontos. Ou seja, um diamante de 10 pontos pesa 0,10 ct. Todavia, a diferença é mais que numérica. Um diamante de um quilate pesa o mesmo que quatro de 0,25 ct. Mas, por ser mais raro, ele tende a valer mais que a soma dos quatro outros diamantes.

Clarity (Pureza)


A pureza é um fator muito importante a ser analisado em um diamante. Um diamante realmente puro é muito raro. A maioria deles, quando na sua formação, traz resíduos de carbono que não se cristalizaram e podem ser vistos como pontos pretos na pedra, ou então em fissuras brancas que chamamos de “jaças”. Quanto menor a incidência desses defeitos, maior o valor da pedra.

Color (Cor)

 

É a característica mais facilmente notada em um diamante. A cor de um diamante se dá principalmente pela presença de outros elementos químicos durante sua formação, além de outros fatores. Diamantes quase sem cor (near colorless) são extremamente raros e mais valiosos, uma vez que a maior parte possui traços amarelados ou marrons. O oposto ocorre com os diamantes coloridos (fancy diamonds): quanto mais intensa a sua cor, mais valiosos são.

Cut (Lapidação)

É a única característica de um diamante relacionada ao homem, e não à sua formação natural. Um bom mestre lapidador consegue aproveitar o máximo do peso de um diamante bruto, maximizar seu valor e, principalmente, dar as proporções exatas para que ele reflita o máximo de luz e brilho.

O que faz um Diamante ser tão valioso e eterno


Perenidade: como o diamante é a substância mais dura encontrada na terra, ele é eterno. É uma

gema que vai passar de pai para filho por gerações sem perder suas características, sua beleza e seu valor.
Raridade: é uma gema rara, somente 1 ct de 1.000 ct encontrados é gema para a lapidação, o restante é usado na indústria como abrasivo ou para outras finalidades. Uma mina tem uma vida útil média de apenas 30 anos e, nos últimos anos, não tem surgido novas fontes significativas de diamantes ao redor do mundo.
Beleza: é uma gema da mais impressionante beleza. Seu brilho é incomparável a qualquer outra gema. A joia com diamantes se destaca sobre todas as outras joias.
Prestígio: o diamante vem sendo usado há séculos como mostra de poder e riqueza. Na época de Luiz XV, somente os nobres e o clero podiam usar a pedra. Hoje qualquer pessoa tem o direito de usar um diamante e, ainda assim, continua sendo a gema que mais garante prestígio à pessoa que a esteja usando.
Investimento: é o único investimento que, além de preservar o seu valor, pode ser usado como adorno. O diamante como investimento está se tornando superior a outras commodities com o passar dos anos.

 


Cuidados com o Diamante


Impacto: evite bater o diamante com outras extremidades. Apesar de ser a pedra mais dura conhecida, um impacto pode causar uma clivagem, ou seja, pode ocorrer uma fissura na pedra.
Atrito: raspar a pedra com outros objetos pode lascar as terminações das facetas mais agudas e, com o tempo, essas imperfeições podem ser percebidas a olho nu. Evite atrito com qualquer objeto. Retire a joia ao realizar exercícios físicos.
Garras: periodicamente leve sua joia a um joalheiro de confiança para verificar se a pedra está devidamente fixa na garra. Como o ouro é um metal bastante maleável, o uso da joia pode afrouxar as garras até que a pedra caia.
Proteção: guarde sua joia longe de outras joias e outros objetos, pois o atrito entre elas pode danificar a pedra.
Limpeza: prepare uma tigela pequena com água morna e detergente e coloque a joia na água por alguns minutos. Com uma escova de dente tente retirar todos os resíduos internos para que o diamante fique livre de cosméticos e da oleosidade da pele acumulada nele. Lembre-se, faça isso sempre dentro de um recipiente, não na pia, pois a pedra pode se soltar. Se a pedra não ficar devidamente limpa, leve a um joalheiro de sua confiança.