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Diamante atrai consumidor jovem

 Os “millennials” e seus pares da “Geração Z” se transformaram nos maiores consumidores de diamantes do mundo, segundo a De Beers, a principal produtora mundial.

Os dois grupos responderam por dois terços da demanda recorde de US$ 82 bilhões no ano passado e dominam o consumo nos Estados Unidos e China, informou a De Beers em seu relatório anual sobre o setor.

Os “millennials” são as pessoas com idades entre 21 e 37 anos, enquanto a “Geração Z” envolve aqueles que têm até 20 anos.

O futuro do negócio vai depender do grau de sucesso da comercialização dos diamantes para essas duas gerações, que possuem hábitos de consumo e gastos diferentes dos

consumidores mais velhos, destacou a mineradora controlada pela Anglo American no documento.  “A mudança do poder de consumo para os ‘millennials’ e a ‘Geração Z’ apresenta oportunidades consideráveis para a indústria dos diamantes, desde que o setor se empenhe em entender essas gerações e adapte suas estratégias de marketing para incorporar as necessidades e prioridades dos jovens”, afirmou ainda a De Beers.

“As mineradoras de diamantes precisam “alinhar seus valores” aos das gerações mais novas, que prezam o consumo ético e rejeitam os estereótipos de gênero”, disse Bruce Cleaver, CEO da De Beers, que explora minas em Botsuana e no Canadá.

“É cada vez mais imperativo que a responsabilidade corporativa e os impactos sociais positivos estejam no centro das estratégias e da força motriz por trás de todas as decisões que tomamos”, acrescentou Cleaver.

Os “millennials” e a “Geração Z” responderam por 63% da demanda de joias com diamantes nos Estados Unidos em 2017 e quase 80% das vendas na China, segundo a De Beers.

O relatório é divulgado no momento em que as mineradoras enfrentam uma competição crescente dos diamantes produzidos em laboratórios, gemas quimicamente idênticas que são comercializadas como uma alternativa mais ética. Algumas das maiores joalherias, como a Swarovski e a Borsheims de Warren Buffett, estão agora trabalhando com pedras criadas em laboratórios.

Em maio a De Beers informou que começaria a vender em setembro colares de diamantes e brincos produzidos em laboratório, sob uma nova marca chamada Lightbox.

As gemas criadas em laboratório respondem por cerca de 2% do mercado mundial e ainda precisam se firmar.

A demanda mundial por diamantes se recuperou no ano passado, crescendo 2% em comparação ao ano anterior, segundo informou a De Beers. Isso seguiu-se a um crescimento de 0,3% na demanda global em 2016 e uma queda de 1,5% em 2015.

O mercado americano puxou o crescimento, com uma expansão de 4,2% para US$ 43 bilhões. Em moeda local, a demanda na China cresceu 3%, para 66 bilhões de yuans, mas caiu 2,5% na Índia e 2,9% no Japão.

 

Fonte: https://www.pressreader.com